TODA A RIQUEZA MINERAL DO BRASIL PARA O BEM DOS BRASILEIROS!

Países com tanta riqueza mineral no mundo quanto o Brasil são pouquíssimos. E os que a têm, em geral a têm sob controle do Estado, para benefício da maioria dos cidadãos. A Noruega, p.ex., tem seus recursos minerais (dentre outros) nas mãos do Estado e é um dos países com mais alto nível de vida no mundo, o Estado cobrindo quase todas as despesas de aposentadoria e saúde do cidadão. No Brasil, pelo contrário, verificamos que desde que foram privatizadas as estatais de energia e mineração, o consumidor é mais sacrificado, o Estado cobra mais impostos, pois perdeu riquíssimas fontes de recursos, e o dinheiro que deveria ir para todos, ficou com poucos.

Este assalto à nossa riqueza pelas empresas privadas foi conseguido e é mantido, através do apoio de políticos financiados por elas. Nas últimas eleições nacionais, só a Vale do Rio Doce privatizada (exploradora da maior parte dos nossos minérios) financiou a eleição de 46 deputados federais e de outros candidatos! E o mais grave da privatização da nossa riqueza mineral pelo PSDB de Fernando Henrique e seus aliados é que o Brasil não é uma Noruega, mas sim um país de maioria pobre. Quando se privatiza a riqueza comum dos que têm pouquíssimo, eles ficam sem nada mesmo, enquanto uns poucos se locupletam! O homem mais rico do Brasil hoje é Eike Batista, filho do último presidente da Vale do Rio Doce, e outro dos mais ricos é o Benjamin Steinbruch, aquele patrão do filho de Fernando Henrique que em apenas 2 tacadas comprou a a maior siderúrgica do Brasil (CSN) e logo em seguida, a Vale, de onde saíam na ocasião mais de 20% do minério de ferro vendido no mundo.

Na década de 1990, governos como o de Fernando Henrique, no Brasil, Menem, na Argentina, Yeltsin, na Rússia, fizeram escandalosas privatizações da riqueza pública, aumentando a pobreza da população. Enquanto eles privatizavam, países como a Noruega (o país mais estatizado da Europa Ocidental) e Cingapura (a potência econômica mais estatizada da Ásia, depois da China) consolidavam suas empresas estatais, razão porque são hoje considerados, respectivamente, os dois melhores do mundo em qualidade de vida e em transparência-e-eficiência econômica.

E o mais escandaloso é que já se consultou oficialmente a população sobre parlamentarismo, sobre posse de armas, mas não se perguntou a ela se concordava em perder riquezas tão importantes como minérios, eletricidade, telefonia. Quando o PSDB acabou com o monopólio estatal do petróleo, David Zilberstein, genro de Fernando Henrique então na presidência da ANP, declarou para uma assembléia de empresários, “O Petróleo é Vosso”. Acaso nos perguntaram se concordávamos com a entrega de petróleo brasileiro para empresas privadas e com a privatização da Vale?

Quando, ainda antes do Presidente Allende assumir o poder no Chile, o governo democrata-cristão decidiu estatizar o cobre, até então explorado por companhias estrangeiras (e até hoje a principal fonte de prosperidade do Chile), aquele dia foi declarado o Dia da Dignidade Nacional. Como a Petrobras e a Vale do Rio Doce sempre pertenceram ao Brasil, e, de forma antidemocrática e criminosa, em parte ou totalmente as perdemos, vamos lutar pelo nosso Dia da Recuperação da Dignidade Nacional! As riquezas de um país devem ser de seu povo!

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